sexta-feira, 24 de abril de 2015

Índice glicêmico dos alimentos

    O Índice Glicêmico de um alimento se refere ao tipo de carboidrato que é ingerido, quanto a sua velocidade na qual são absorvidos em forma de glicose (açúcar) no sangue. Quanto mais baixo for o IG de um alimento, o carboidrato contido no mesmo atingirá a corrente sanguínea de forma mais lenta e contínua, promovendo maior estabilidade na glicemia. 
       São inúmeros os fatores que influenciam no IG, dentre eles estão: 
  •  O tamanho das partículas dos alimentos - Quanto mais o alimento for divido, mais fácil será a digestão do tipo de amido contido nele, e menor o seu IG;
  • O cozimento do alimento - o cozimento facilita a digestão do amido e da glicose;
  • A quantidades de fibras, gorduras e proteínas nos alimentos - esses nutrientes fazem com que o esvaziamento gástrico e a digestão (principalmente da glicose) sejam mais lentas, fazendo com que o IG seja menor;
  • Presença de amido resistente - Esse tipo de amido, encontrado em certos alimentos (como a banana verde, a torrada, o macarrão) torna o IG do alimento menor.
Resultado de imagem para índice glicêmico dos alimentos

       A seguir, uma tabela com exemplos de alimentos divididos conforme o seu IG:

- BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO (<60): ameixa, amendoim, banana, damasco, ervilha seca, feijão, grão-de-bico, iogurte com e sem açúcar, leite desnatado, lentilha, maçã, nozes, pêra e soja.

- ÍNDICE GLICÊMICO MODERADO (60 - 85): aveia, arroz branco,arroz integral, batata doce, beterraba, cenoura, cereal matinal rico em fibras, chocolate, feijão cozido, kiwi, manga, pão de centeio, pêssego, pipoca, suco de laranja, uva;

- ÍNDICE GLICÊMICO ALTO (>85): batata assada, batata frita, bebidas energéticas, biscoitos, bolo, cereal matinal açucarado, cream cracker, croissant, doces, flocos de milho, fubá,  mandioca, mel, milho, pães brancos, melancia, pizza,  refrigerantes, tapioca. 

        Aguarde por mais informação e receitas aqui no blog, e também siga nas redes sociais!!! Até mais!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Intolerância a lactose - Informações e dicas

   Olá, hoje eu venho dar uma dica muito legal especialmente para os portadores de "Intolerância a lactose". Primeiramente, vamos deixar bem claro que a intolerância a lactose nada tem a ver com alergia alimentar, sendo que a primeira é resultado da deficiência da enzima que digere a lactose (no caso, o açúcar do leite). A segunda, é derivada de uma resposta do sistema imunológico a alguma substância estranha no organismo, como a alergia à caseína (proteína do leite).
   Então, quem tem o diagnóstico de "Intolerância a lactose" têm dificuldade na digestão do açúcar do leite, que acaba sendo digerido somente na parte final do sistema digestivo (no intestino grosso) por bactérias da flora intestinal, tendo como consequências a dor, inchaço abdominal, formação de gases que geram enorme desconforto, entre outros sintomas relacionados. É importante que o médico seja procurado para que sejam realizados exames que confirmem o diagnóstico e qual é o nível de intolerância apresentado.
   A partir daí, o paciente restringe em sua alimentação os alimentos que contenham a lactose em sua composição (como leite e derivados) e também ficar atento aos rótulos de composição dos produtos e quais deles são mais tolerados. Atualmente, o mercado dá algumas opções de produtos com teor de lactose reduzido em sua composição, porém ainda são um pouco difíceis de serem encontrados e possuem valor mais alto. 

   Também é importante uma atenção especial ao teor de cálcio da dieta, pois boa parte desse mineral acaba sendo excluído da alimentação por conta da restrição alimentar ser voltada justamente a seus alimentos-fonte. É interessante que a pessoa possua um cardápio balanceado, com mais vegetais verde-escuros, peixes como sardinha e outras fontes alimentares enriquecidas do mineral. Visite o seu nutricionista para que a dieta seja realizada de acordo com a sua necessidade. 
     Surgiram no mercado cápsulas e suplementos de lactase, que podem auxiliar nesse processo, bem como alguns tipos de iogurtes probióticos contendo lactase que podem auxiliar nos sintomas, mas os resultados da sua utilização nesses tipos de pacientes ainda são incertos. 
     Espero que tenham gostado do post, e seguem alguns sites e artigos  bons para quem quer saber mais sobre o assunto e até encontrar opções de produtos e receitas especiais:

- MATTAR, R.; MAZZO, D.F.C. Intolerância a lactose: mudança de paradigmas com a biologia molecular. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v.56, n.2, 2010. 
-GASPARIN, F.S.R. et. al. Alergia ao leite de vaca versus intolerância a lactose: as diferenças e semelhanças. Rev. Saúde e Pesquisa., Maringá, v.3, n.1, p. 107-114, 2010. 

"Os textos desse blog são apenas informativos. Nada substitui o acompanhamento nutricional realizado pessoalmente".